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quarta-feira, 24 de março de 2010

Dicas Cannabis

É crime fazer apologia da cannabis, e não é essa a nossa intenção. Mas a realidade é que cresce cada vez mais o consumo dessa planta e, portanto, não adianta ser hipócrita e não falar abertamente desse assunto, e deixar de fazer o único trabalho de prevenção possível: educar sem contar mentiras.

As pessoas estão fumando mesmo e se a polícia fosse se dedicar a todas elas, não teria tempo para cuidar de nenhum outro crime, na verdade, dos verdadeiros crimes, dignos desse termo: assassinatos, roubos, estupros, corrupção, seqüestros, violência. Sabe-se que a polícia perde um tempo enorme desde a prisão em flagrante de um cidadão de posse de um simples cigarro de maconha até terminar de preencher toda a papelada na delegacia para mandar o “maconheiro” para o xadrez.

E você sabe explicar por que a cannabis foi parar na lista de drogas proibidas? Quem lucra com a proibição da cannabis? Uma civilização evoluída criminalizaria plantas e seus cultivos?

Os apreciadores e defensores da cannabis são pessoas iguais a você, cidadãos de bem que zelam por suas famílias, trabalham e pagam impostos. A maconha não torna a pessoa violenta, muito pelo contrário. Seus usuários são indivíduos que respeitam o direito alheio e querem ter seus direitos respeitados, como lhes garante a constituição brasileira.

DICAS CANNABIS

As propriedades da cannabis (maconha ou haxixe) são conhecidas há muito tempo em diversas culturas. A planta faz com que você se sinta alegre e relaxado e seus efeitos duram cerca de duas a três horas. No entanto, como ocorre com outras substâncias psicoativas, a cannabis pode ser usada indevidamente. Considerando que, mesmo que haja mais repressão ou que aconselhemos e imploremos de joelho aos cidadãos e cidadãs que não fumem maconha, mesmo assim eles e elas vão fumar, as 10 dicas seguintes podem ser úteis para um uso consciente:

1. Existem grandes diferenças entre as várias espécies de cannabis: algumas são mais fortes do que outras. Quando você fuma pela primeira vez, ainda não conhece os seus limites. Por isso é importante buscar informação antes de fumar.

2. Se você tem pouca experiência com a cannabis, não é aconselhável beber álcool ao mesmo tempo.

3. Quando a cannabis é queimada, são liberadas substâncias prejudiciais à saúde (alcatrão e monóxido de carbono). Além disso, quando você mistura cannabis com tabaco, também corre os riscos associados ao cigarro.

4. A cannabis pode influenciar o seu poder de concentração. O usuário deveria buscar fumar em locais seguros e em situações que não envolvam grande responsabilidade.

5. Se você está tomando algum medicamento, é importante perguntar ao médico se a cannabis interfere com o tratamento. Como ocorre com o cigarro, não é aconselhável fumar durante a gravidez.

6. Se você comer bolo de cannabis, considere que demora cerca de uma hora para o efeito começar a ser sentido. Espere um pouco e não coma outra fatia, porque quando perceber que comeu demais, pode ser tarde e você pode não se sintir bem.

7. Às vezes ocorre de o efeito da cannabis ser desagradável: você pode se sentir doente ou ficar com medo. Não fique sozinho. Vá para um lugar sossegado e coma ou beba alguma coisa doce. Não entre em pânico: em pouco tempo o pior já terá passado.

8. Se você fumou cannabis pela primeira vez e não gostou, não fume apenas porque seus amigos fumam. A atitude de não fumar maconha ou cigarro é saudável para você e seu grupo. Se você fuma todo dia, procure se informar para reduzir danos.

9. Cuidado na hora de comprar cannabis. Infelizmente a intolerância de certos setores da sociedade tem contribuído para manter sua proibição, com resultados desastrosos. Se você estivesse na Holanda, não precisaria comprar cannabis na rua. Iria até um Coffee Shop, pediria informações e escolheria no cardápio o que deseja fumar. Sem violência. Sem paranóia. Sem falsos juízos de valores. Sem fazer disso um problema.

10. Apesar de a recente lei de drogas em tramitação no senado aparentemente estabelecer que o usuário não será mais enjaulado, ele ou ela não está livre de ser penalizado com serviços comunitários, multas e/ou tratamento compulsório. Ou mesmo com cadeia, se não cumprir as penas estipuladas ou for reincidente.

Ou seja, o usuário de cannabis continuará sendo um criminoso. Tanto faz a lei antiga ou a lei nova: nesse aspecto o Brasil mantém a mentalidade e as práticas jurídico-policial-militares da época da Ditadura. Ser preso por porte de maconha para consumo pessoal é o pior dano que a maconha pode provocar a qualquer pessoa.

Nota Final: Você pode fumar cannabis de vez em quando por diversão ou com finalidades terapêutico-medicinais, ou pode fumá-la tanto a ponto de perder o contato com a realidade. Você é responsável por lidar ou não com a cannabis de uma maneira saudável.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A New Age Dawns!!! Epica Returns!!!


Banda ícone mundial do metal sinfônico, o Epica lançou no dia 16 de Outubro de 2009 pela Nuclear Blast Records um álbum denominado ‘Design Your Universe’, que pode ser considerado (na minha humilde opinião) o melhor e mais completo lançado pelo grupo até então.

Esse álbum trata de uma temática diferente do habitual, trata de algumas novas descobertas da física quântica, que provam que todo o existente está subatómicamente interligado. Sim amiguinhos, somos todos intercalados, tudo!!!

Com uma produção de topo, Design Your Universe tem tudo o que um fã de Epica quer ouvir, mas com ainda melhor qualidade.

Não vou destacar nenhuma faixa, pois todas incrivelmente se destacam. É notável como todos os instrumentos possuem momentos de destaque num conjunto harmonioso de som. A unica coisa que posso tentar fazer é demonstrar os sentimentos que fluem em cada musica!!!

Vai ser uma resenha do tipo, ouvindo e escrevendo!!! CARRY ON!!!

01. Samadhi (Prelude) - Aqui você já sente o que vai vim por todo o álbum, muitos corais, arranjos grandiosos

02. Resign To Surrender (A New Age Dawns, Part IV) - Continuação da saga A New Age Dawns!!! Só uma coisa a dizer!! Peso!!! PESSO!!!! putz... essas guitarras... tão... fodas!!

03. Unleashed - Escolhida pra ser o primeiro single do cd. O baterista é louco!

04. Martyr Of The Free Word - Sem pena, essa não cospe antes de entrar!! Não escute essa no carro, você pode causar um acidente, bater cabeça e abrir roda é inevitável \\m//

05. Our Destiny - Uma mais calma, ritmo "lento", ótimos corais, guitarras modernas mais com peso e autoridade, Simmone detonando, Mark aparecendo do nada... Mais uma foda!

06. Kingdom Of Heaven (A New Age Dawns, Part V) - Não se assustem com os 13:35 minutos de musica... Não enjoa, não da pra sentir o tempo passando, um dia eu consigo decorar essa... Tocar então, um sonho!

07. The Price Of Freedom (Interlude) - Moderno x Clássico, discursos, agonia... Combinou muito bem com o climão do álbum... Ótimo interlúdio!

08. Burn To a Cinder - Mais uma levada de riffs modernos, efeitos nas vozes e acreditem, ainda é metal da melhor qualidade!!!

09. Tides Of Time - A Balada do cd, voz perfeita, ótimo acompanhamento e um incrível final!

10. Deconstruct - Essa desconstrói tudo!!! Que som louco, que pesso!!! Baterista envenenado, guitarras em ritmos complexos, corais, muitos corais, grutais, duetos. Muito boa também!

11. Semblance Of Liberty - A pequena intro da bateria já diz tudo. É a faixa de mark (quem conhece Epica vai entender), queira ter gogo pra "cantar" desse jeito!

12. White Waters – Feat. Tony Kakko (Sonata Arctica) - Outra balada, dessa vez levada na guitar. Musica diferente de tudo que eles já fizeram, talvez por isso não me acostumei ainda, o refrão, ta meio, como posso dizer, diferente!!! Não posso esquecer a participação do Tony Kakko do Sonata Arctica (alguem ai ja ouviu Shy??))!

13. Design Your Universe (A New Age Dawns, Part VI) - Típica musica de fim de álbum deles. Só por isso já basta! Agora resta esperar as partes VII, VIII, IX do New Age Dawns (as partes I, II, III e VI estão no Consign to Oblivion)

O peso e a melodia sinfônica num perfeito casamento musical.

Um excelente álbum, que vai com certeza aumentar ainda mais a legião de seguidores e admiradores da banda (e sem se vender a clichês mainstream).

Clip Unleashed

Download do Cd

http://rapidshare.com/files/320484114/EADNYRUE2009_cabanadownload.blogspot.com.rar.html




O Retorno da Selvageria!!!!


Hoje em dia, quando as plateias mais jovens conhecem vampiros e lobisomens como rapazes companheiros e amorosos, é reconfortante assistir ao retorno à velha forma de pelo menos uma dessas criaturas nos cinemas. A refilmagem de O Lobisomem, filme de 1941 que marcou época junto aos outros grandes Monstros da Universal, segue à risca em 2010 a cartilha da licantropia.

A trama reinventa situações mas aproveita personagens e o cenário do filme original. Na Inglaterra Vitoriana, o famoso ator dos palcos Larry Talbot (Benicio del Toro) retorna ao castelo de seu pai (Anthony Hopkins), no País de Gales, em busca de seu irmão desaparecido. Ele responde ao apelo da cunhada (Emily Blunt), desesperada por notícias do noivo. Ao terminar sua viagem, porém, ele descobre que chegou tarde - e as circunstâncias que cercam a morte estão cheias de mistério. Larry decide então investigar o caso, mas depara-se com uma antiga maldição em curso, algo que envolve uma mítica e aterradora fera.

O roteiro de Andrew Kevin Walker e David Self dá mais profundidade à história original de Curt Siodmak, estabelecendo relações entre a maldição e o passado da família Talbot. O diretor Joe Johnstontambém atualiza o tipo de horror da produção: o que assustava plateias em 1940 não assusta mais hoje em dia. E surpreendentemente o faz com homenagens explícitas ao grande ciclo do cinema de terror, com uma mistura empolgante de cenas clássicas, sequências estilosas modernas, alguns sustos gratuitos e uma boa dose de gore.

Como não poderia deixar de ser, porém, a produção mantém a batida fórmula do interesse romântico - Emily Blunt está lá apenas para que o filme tenha alguma identificação com o público feminino. Ao menos a moça não atrapalha as intenções dos envolvidos: repousar o filme nos talentos de Benicio del Toro e Anthony Hopkins. Todas as interações entre os dois são extremamente carregadas, ora de velada preocupação, ora de tensão descarada.

Ver a dupla trabalhar seria a melhor parte do suspense não fossem as aparições do monstro do título, criado pelo mestre dos efeitos práticos e maquiagem Rick Baker. O falatório de bastidores garante que a produção teve sérios problemas, passando por refilmagens, redesign do visual da criatura e até contratação de montador veterano (o lendário Walter Murch), chamado às pressas para arrumar o trabalho de Johnston e Dennis Virkler.

Não dá pra saber até que ponto esses problemas realmente aconteceram, mas ao menos o resultado é competente. Jamais se nota esse imbróglio todo. O monstro é especialmente fascinante. Anda sobre as pernas, como um homem, e corre feito um lobo. Seu rosto não tem o focinho alongado, consagrado no gênero na década de 1980, e ele passa o tempo todo vestindo as roupas de Talbot, num sinistro amálgama de primata e lupino que remete ao original de 1941.

Em tempos em que lobisomens adolescentes não conseguem passar uma cena sequer sem tirar a camisa para exibir seus abdômens tanquinho, um lobisomem vestido como cavalheiro vitoriano e agindo com a ferocidade e selvageria esperadas de uma criatura desse tipo - eviscerando, decapitando e devorando suas vítimas - é algo mais que benvindo nas telas.

Mestre Yoda assina e aprova!!!